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Jardins Filtrantes: Purificação natural de águas poluídas

August 1, 2017

Diversas cidades do mundo estão apostando em jardins filtrantes para tratamento de águas poluídas. Uma delas é Paris, que construiu um enorme parque filtrante que purifica as águas do Rio Sena, enquanto serve de equipamento de lazer e contemplação para a população, com lindos jardins, passeios e passarelas entrecortados pelas águas em tratamento.

 

Então, vamos entender melhor como funciona esse sistema tecnicamente, destrinchando os custos e detalhes para a instalação deste tipo de tratamento de água para as cidades brasileiras.

Sistema de jardins filtrantes do Parc du Chemin-de-l’île, França.

Disponível em: http://www.nanterre.fr/353-parc-du-chemin-de-l-ile

 

A fitorremediação é uma tecnologia que surgiu na década de 1990, e consiste na utilização de plantas para minimizar poluentes do meio ambiente. As plantas auxiliam na remoção de contaminantes como metais, pesticidas e até óleos do ambiente ou local degradado.

 

Uma vez que estes compostos são absorvidos pelas plantas, este processo impede que os poluentes sejam transportados por vento e chuva, minimizando sua dispersão no ambiente.

 

As raízes funcionam como estruturas de captação de poluentes, conseguindo alcançar aqueles mais profundos e incorporá-los, desintoxicando o ambiente tratado.

 

A fitorremediação como processo completo acontece em 4 etapas: rizodegradação, fitoextração, fitodegradação e fitovolatilização (Fonte: Manual Phytorestore Brasil).

 

Etapas da Fitorremediação. Fonte: Manual da Phytorestore Brasil.

 

O sistema padrão dos Jardins Filtrantes é composto por três diferentes filtros: Filtro Vertical, Filtro Horizontal e Lagoa Terminal. Os componentes são dimensionados de acordo com as características do efluente tratado. A água que chega à lagoa terminal já estará devidamente tratada e apropriada para banho, podendo ser utilizada inclusive como piscina pública. 

Esquema de filtros de Jardim Filtrante. Fonte: Manual da Phytorestore Brasil.

 

Trata-se de um sistema de baixo custo de implantação e manutenção, pois se aproveita de recursos naturais, que são as plantas, e gravidade para o movimento da água entre as bacias, demandando pouca ou nenhuma energia elétrica para bombeamento. O intervalo de manutenção indicado é de dois anos, sendo necessária uma limpeza após dez anos de implantação.

Corte esquemático do Jardim Filtrante do Rio Pinheiros, em São Paulo.

Disponível em: http://issuu.com/phytorestore.brasil/docs/espaco_pinheiros_v3

 

A título de exemplo, o sistema de Jardins Filtrantes proposto para o Rio Pinheiros em São Paulo (imagem acima) ocupa uma área de 4.500 m2 de jardins, tendo capacidade de tratar 600 m3 de água por dia, com um custo total de implantação orçado em 2,5 milhões de reais.

Esse sistema, além de economicamente viável, torna-se também um recurso paisagístico interessante, podendo ser concebido como um parque ou jardim público acessível à todos.

Sistema de jardins filtrantes do Parc du Chemin-de-l’île, França.

Disponível em: http://www.nanterre.fr/353-parc-du-chemin-de-l-ile

 

Mais detalhes sobre implantação e operação dos Jardins Filtrantes estão disponíveis no Manual de Jardins Filtrantes da Phytorrestore Brasil, que serviu de base para este artigo.

 

Link para o manual: https://issuu.com/phytorestore.brasil/docs/phytorestore_apc-2016

 

Matéria da Globo sobre Jardins Filtrantes: https://www.youtube.com/watch?v=44xuoigQ2do

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